Para que Portugal se torne mais equilibrado
Com menos de dois milhões de habitantes no conjunto dos distritos de Santarém, Portalegre, Évora e Beja, nós estamos mesmo a necessitar de uma administração "faraónica" para encaminhar até eles alguma da população em excesso nos distritos de Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa.
Temos oito milhões de habitantes entre Viana do Castelo e Setúbal e não mais de dois milhões entre Santarém e Faro. É manifestamente desproporcionado.
Metade do território continental português tem o quádruplo da população do que é quase outra metade, desde as lezírias ribatejanas à serra algarvia.
Tem o ministro Mário Lino toda a razão: isto está a ser muito mal governado. Tanta gente acumulada desde o Carregado até à Cova da Piedade e depois tão pouca no Poceirão, no Lavre, em Casebres ou Castro Verde, terras esquecidas.
É preciso que venham governantes de grande estofo para planificarem devidamente o país e acabarem com estas assimetrias. Não está certo tanta Reboleira, tanto Cacém, quando ali para os lados da Marateca e de Pavia há tanto terreno por povoar.
É um atraso de 800 anos, este com que estamos. Desde os tempos de D. Sancho I e de D. Afonso II que a tarefa deveria ter sido iniciada, logo que pretendemos "cristianizar" as terras para além de Almada e de Palmela. Não está certo semelhante desleixo.
Apenas políticos de grande capacidade serão agora capazes de resolver o mal, para que ninguém mais confunda as terras meridionais com qualquer deserto do Sara ou de Gobi.

Do Melhor
Linkk
del.icio.us
Não há Comentários »