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Os timorenses tentam subtrair-se ao controlo australiano

matateu @ 13:58

Timor-Leste está a pensar em usar as receitas dos seus campos de petróleo e de gás natural para constituir umas Forças Armadas de 3000 homens, incluindo uma Marinha equipada com mísseis, noticiou ontem o jornal The Australian, dizendo que se trata de um plano que está contra a expectativa internacional de que fosse gasto mais dinheiro nas infraestruturas.
Os autores do relatório Esdtudo 20020, que teria sido feito com o apoio de alguns conselheiros portugueses e malaios, excluíram qualquer contributo de peritos australianos, apesar de se saber que Camberra deseja controlar o sector timorense da segurança, acrescentava o artigo.
O ambicioso projecto recomenda que o jovem país recorra a uma força naval, apoiada por helicópteros armados, para proteger as reservas de petróleo e gás natural existentes no Mar de Timor e deter tanto a pesca ilegal como o contrabando.
As intenções das autoridades timorenses são interpretadas pelo articulista como uma “bofetada na cara” da Austrália, que entende que Díli apenas deveria ter uma pequena força de artilharia ligeira; pouco diferente dos 800 soldados com que conta actualmente, depois do saneamento de 600 a que procedeu no ano passado.
Timor-Leste manteve deliberadamente australianos e norte-americanos à margem dos seus planos de defesa, considera Mark Dodd no artigo de ontem, enquanto o analista de assuntos estratégicos Hugh White afirmou à rádio australiana que se trata de “um plano muito ambicioso”, o de desenvolvimento e modernização das Forças Armadas.
Outro analista de questões de defesa, Mark Thomson, citado pela Reuters, disse que aquele relatório de 141 páginas poderia ter sido preparado para o Governo timorense mas não representar necessariamente a futura política oficial do país, que deverá vir a ser dotado de um novo Executivo depois das eleições legislativas marcadas para 30 de Junho.
The Australian reconheceu que algumas forças políticas de Timor-Leste suspeitam profundamente das intenções de Camberra, que mantém no território polícias e soldados.
“Uma força militar competente e respeitada é um factor de estabilidade social, contribuindo para criar um ambiente de confiança e, por esswa via, para o crescimento e o desenvolvimento”, disse na quarta-feira o primeiro-ministro timorense, Estanislau da Silva, que acumula a pasta da Defesa. “É urgente melhorar as condições de vida dos militares e investir nas suas condições de trabalho”.
Jorge Heitor 8 de Junho de 2007

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