Por um país mais equilibrado
Seja apenas um aeroporto na margem sul do rio Tejo ou a manutenção, por enquanto, da Portela de Sacavém a par de umas pistas do outro lado, o que importa sobretudo é ter devidamente em conta o ordenamento de todo o território continental. De modo a que as terras para lá da Ponte Vasco da Gama não fiquem esquecidas.
Portugal não pode ser só Braga, Guimarães, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa. Há também terrenos mais para o interior e para baixo. Não podemos esquecer os concelhos que ficam a mais de 38 quilómetros do litoral, se não qualquer dia caímos todos ao mar, como já ouvi dizer a Miguel Sousa Tavares.
Não é possível ter tanta gente a viver entre o Minho e o Mar da Palha e depois tão pouca em Canha, Cabrelas, Mora, Pavia ou Alvito. Há meses e meses que o ando a dizer, numa autêntica cruzada por um Portugal mais equilibrado.
A plataforma logística que está a ser lançada no Poceirão é um sinal de partida para o que deve ser feito por terras de Fernão Pó, Marateca e Águas de Moura. Ou será que os ministros não viajam por esse país fora e não se apercebem da realidade, das assimetrias. Queremos um Portugal mais equilibrado!
Jorge Heitor 19 de Junho de 2007

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