Difícil formar Governo em Timor-Leste
Em cada dia que passa parece mais difícil de ultrapassar a situação pós-eleitoral em Timor-Leste, tendo a Lusa noticiado ontem que o antigo Presidente Xanana Gusmão, agora líder do Congresso Nacional de Reconstrução (CNRT) e da Aliança com Maioria Parlamentar (AMP), abandonou uma reunião com o actual Chefe de Estado, José Ramos-Horta.
Nas legislativas de 30 de Junho, Xanana tentou conseguir mais votos do que a histórica Fretilin, de Mari Alkatiri, mas não o conseguiu, depois de haver dado todo o seu apoio para que Ramos-Horta lhe sucedesse como Presidente da República. E em função disso juntou-se à Associação Social-Democrata Timorense, ao Partido Social Democrata e ao Partido Democrático, na AMP, na expectativa de vir a ser convidado para a formação do novo Governo, mas este desígnio está a revelar-se bastante difícil.
Dado que a Fretilin insiste em ficar à frente de um “Governo de Grande Inclusão, muito mais abrangente do que um Governo de Unidade Nacional”, não se antevê qualquer solução imediata, devendo entretanto o Parlamento eleito efectuar a sua primeira reunião na próxima semana.
Jorge Heitor 25 de Julho de 2007

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